Month: December 2015

Migrantes poderão ser cobrados para usar o NHS, diz Jeremy Hunt.

O governo quer cobrar por alguns serviços de GP, recebendo pelos serviços de ambulância e A&E (Accident and Emergency).

NHS Cost Recovery Programme

O secretário da Saúde, Jeremy Hunt, disse que as mudanças propostas a serem introduzidas em 2017 iriam recuperar até £500 milhões por ano para colocar de volta na linha de frente o atendimento ao paciente.

“Nós queremos ter certeza de que todos façam uma justa contribuição justa aos serviços, através da medida que passaria a cobrar por determinados serviços,  para garantir que os visitantes paguem pelos cuidados que recebem”, disse ele.

Visitantes estrangeiros e migrantes terão de pagar do próprio bolso para serviços de raios-x, testes de diagnóstico, fisioterapia, exames de sangue, testes de função pulmonar, receitas, e também por tratamentos dentários e oculares.

Exigível A & E cuidado incluiria feridas enchimento, fluidos de drenagem e tratamento intensivo.

Mas nem todos os serviços viriam a ser cobrados, as consultas com o GP (posto de saúde) e com profissionais de enfermagem, ficarão livre de cobrança para proteger a saúde do público em geral.

Grupos vulneráveis, como os refugiados e requerentes de asilo, continuarão também a ser isentos de cobrança.

O Governo disse que os moradores de países do Espaço Econômico Europeu (EEE) que têm o EHIC (European Health Insurance Card) – cartão que garante tratamentos de baixo custo ou grátis em determinados países europeus – continuariam a receber cuidados do NHS e os custos seriam recuperados a partir do seu país de origem. Os visitantes de países que fazem parte do EEE sem um cartão ou aqueles que pertencentes a países que não fazem parte do EEE, seriam cobrados diretamente.

A consulta sobre as propostas foi lançada na segunda-feira, dia 07 de dezembro, liderada pelo conselheiro de custos, independente do Governo, Sir Keith Pearson, e nenhuma outra informação foi anunciada desde então.

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Evite essas cobranças e entre em contato conosco se você ainda não é um cidadão Europeu

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Deportação do Reino Unido

Deportação ou remoção?

Existem duas formas utilizadas pelo Reino Unido para exilar indivíduos do país: a ordem deportação e a ordem de remoção.

O que é a remoção do Reino Unido?

Ocorre quando o Secretário de Estado emite um aviso de remoção a uma pessoa, informando-lhe que este é obrigado a deixar o Reino Unido.

Quando isso ocorre?

A ordem de remoção é geralmente emitida quando uma pessoa não tem autorização para permanecer no Reino Unido, sendo pela permanência após expiração de visto, ou por ter entrado no país ilegalmente.

Se uma pessoa é removida do Reino Unido, quando ela pode regressar?

Quando uma pessoa é “removida” do Reino Unido, ela não pode requerer um visto por um período de 1, 5 ou 10 anos. Isso vai depender se o sujeito em questão saiu por vontade própria, após a emissão da ordem de remoção, ou se ele teve que ser removido.

O que é a deportação do Reino Unido?

A ordem de deportação obriga o indivíduo a deixar o Reino Unido e autoriza a sua detenção até que este seja removido – isto é feito através de um documento chamado ordem de expulsão. O sujeito também será proibido de reentrar no país durante o tempo que a ordem de deportação estiver em vigor.  E invalida qualquer autorização para entrar ou permanecer no Reino Unido concedida anteriormente. Assim uma ordem de expulsão pode ser aplicada a qualquer cidadão estrangeiro no Reino Unido, mesmo que este possua um visto válido.

Quando é que um indivíduo pode ser automaticamente deportado do Reino Unido?

Segundo os termos da Seção 32, do UK Boarders Act de 2007, o Secretário de Estado tem o dever de emitir uma ordem de expulsão a uma pessoa que não seja um cidadão britânico e que tenha sido condenada, no Reino Unido,  de um delito e sentenciado com:

  • Um período de prisão superior a 12 meses

 

  • Um período de prisão, de qualquer duração, devido a qualquer infração considerada grave

 

Em que outras circunstâncias pode um indivíduo ser deportado do Reino Unido?

O Home Office prosseguirá com a deportação de indivíduos provenientes do Reino Unido nas seguintes circunstâncias:

 

  • Existem recomendações para deportação

 

  • Deportação é necessária para o bem público

 

  • Essa pessoa é um membro da família de um indivíduo que está para ser deportado

 

Se uma pessoa é deportada do Reino Unido, quando ela pode regressar?

As leis de imigração da Inglaterra e do País de Gales não permitem que  uma ordem de deportação possa ser revogada antes de um período de 3 anos, excepto em circunstâncias excepcionais.

 

Fonte: In Brief

Oito dos fatos mais surpreendentes sobre imigração no Reino Unido

Com o referendo que irá votar a saída do Reino Unido como parte da União Européia, um dos assuntos mais emergentes no momento na Grã-Bretanha é “imigração”.

Entretando, há uma diferença substancial entre o que o público pensa ser verdadeiro, e o que as  pesquisas demonstram sobre a realidade da situação.

Para ajudar a acabar com alguns desses mitos, confira abaixo oito dos fatos mais surpreendentes sobre imigração no Reino Unido, com pesquisas pela Bloomberg.

1 – A maioria dos trabalhadores britânicos nasceram na Grã-Bretanha

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Fonte: U.K. Office for National Statistics Labor Force Survey Janeiro – Março 2015

2 – Trabalhadores estrangeiros vêm de todas as partes do mundo

 Os estrangeiros compõem quase 16% do total da força de trabalho, que é composta por 31 milhões de pessoas. Do número total de trabalhadores estrangeiros, 60% nasceram fora da UE (União Européia). 16% são da Europa ocidental, enquanto 15% são da Europa oriental. Os dois países mais pobres da UE, a Roménia e a Bulgária, são responsáveis por 3,8% dos trabalhadores destes trabalhadores.

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Fonte: U.K. Office for National Statistics Labor Force Survey Janeiro – Março 2015

3 – A imigração só teve um aumento considerável na última década

A imigração tem aumentado significativamente nos últimos 20 anos, emergindo apenas mais recentemente, após uma década de estabilidade.

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Fonte: U.K. Office for National Statistics

4 – O Reino Unido não recebe é o lugar que mais recebe imigrantes vindos da UE

A Alemanha é! Eles receberam 600 milhões de imigrantes no ano de 2013, enquanto o Reino Unido recebeu 450 milhões.

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Fonte: Eurostat

5 – Os Poloneses não são os que mais migram para o Reino Unido

E, apesar de toda a conversa sobre “pedreiros e encanadores poloneses”, as duas principais nacionalidades a migrarem para o Reino Unido são chineses e indianos.

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Fonte: U.K. Office for National Statistics

6 – Os estrangeiros vêm para trabalhar

Os estrangeiros vêm principalmente para trabalhar ou estudar, e cerca de dois terços deles já têm ofertas de emprego quando chegam à Grã-Bretanha. Em uma pesquisa publicada em 2014, NatCen’s British Social Attitudes Survey, 24% dos entrevistados disseram acreditar que o motivo mais comum para a migração ao Reino Unido é a obtenção de benefícios.

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Fonte: U.K. Office for National Statistics

7 – Os que recebem benefícios

Enquanto os estrangeiros que residem legalmente são elegíveis para receberem benefícios do governo, 93% dos 5,3 milhões de pessoas que reivindicam ajuda do governo – por desemprego, por exemplo, ou invalidez –  têm nacionalidade britânica.

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Fonte: U.K. Department for Work and Pensions – Fevereiro 2014

8 – Romenos e búlgaros vêm para trabalhar!

Em um relatório que analisou 19 jornais nacionais britânicos, o Observatório das Migrações da Universidade de Oxford, disse que as palavras usadas para descrever os romenos frequentemente evocam crime e comportamentos anti-sociais, especialmente nos tablóides de imprensa.

Setenta e seis por cento dos romenos e búlgaros que chegaram ao Reino Unido no ano passado, veiram para trabalhar. Comparado com um número de 61% de países que são membros oficiais da UE, e 67% de pessoas de oito países do Leste Europeu que aderiram ao bloco em 2004.

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Fonte: U.K. Office for National Statistics

Fonte: Bloomberg Business

George Osborne anuncia planos para retirar alunos do número de migrantes, facilitando a estadia destes e também de seus parentes no Reino Unido

Os estudantes estrangeiros podem ser excluídos dos números oficiais de migração, segundo o ministro britânico das Finanças, George Osborne, que indicou que haverá uma possível mudança na contagem do número total de migrantes declarados no Reino Unido. Mas esta medida poderá levar à alegações de que o governo está tentando massagear as estatísticas.

Em um ataque à vertente política de Theresa May – ministra do Interior – Sr. Osborne disse que o público está preocupado apenas com os migrantes “permanentes”, e sugeriu que a metodologia por trás das estatísticas deve ser alterada.

Ele também descartou propostas de política da ministra, Sra. May, que previam testes de linguagem mais difíceis e também maiores exigências de poupança para os requerentes de visto de estudante, dizendo que as propostas não pertencem à política do governo e, portanto, não ocupariam lugar em tal.

“A preocupação do público gira em torno da migração permanente, das pessoas que vêm ao país permanentemente ou durante muitos. Os estudantes vêm e vão, e eu acho que é uma coisa boa para o Reino Unido”, disse ele.

Ele sinaliza o clímax de uma longa batalha, entre Conselho de Ministros, que discute se os estudantes devem ser classificados como imigrantes e, portanto, se devem fazer parte da meta do governo de reduzir a migração líquida para menos de cem mil.

Na Declaração de Finanças de Outono, Osborne anunciou planos  para aumentar a migração de estudantes para 55.000 em 2020, um movimento no valor de £ 1 bilhão. Ele também anunciou que os parentes dependentes de estudantes de pós-graduação terão o direito de trabalhar na Grã-Bretanha com o intuito de atrair melhores talentos.

George Osborne também disse que apoia o trabalho do Ministério do Interior para fechar faculdades falsas, e para acabar com o abuso de vistos de estudantes para pessoas que, na verdade, procuram trabalho: “O objetivo do governo é promover o estudo legítimo daqueles que desejam estudar no Reino Unido, apoiando as universidades que querem aumentar seus números de estudantes.”

 

Fonte: The Telegraph

O referendo da UE pode ser adiado até 2018 e David Cameron está furioso

A Comissão Eleitoral, que estabelece as normas para as eleições no Reino Unido, advertiu que se o governo der direito de voto aos cidadão entre 16 e 17 anos de idade, o referendo da União Européia terá de ser adiada até pelo menos 2018.

Apesar de a Câmara dos Comuns ter votado contra a extensão do voto para pessoas entre 16 e 17 anos em junho, a Câmara dos Lordes endossaram a idéia para as eleições do conselho no início deste ano.

A Comissão Eleitoral diz que, se a idade de voto for reduzida, é preciso haver “tempo suficiente” antes do referendo ser realizado, a fim de permitir que os eleitores recém elegíveis se registrem para votar. Confira o que o conselho enviou ao governo:

“Após o referendo de setembro 2014 para a independência escocesa, é recomendável que os formuladores de políticas ou legisladores consideranderem uma legislação para estender a franquia para referendos ou eleições futuras para incluir pessoas de 16 e 17 anos de idade como eleitores. Quaisquer alterações à legislação devem ser efetuadas seis meses antes do início do exame anual (que atualmente tem lugar entre Julho e Dezembro de cada ano).”

O exame anual é o esforço feito a cada ano pelos conselhos locais para inscrever os eleitores nos cadernos eleitorais. Se é preciso haver seis meses de intervalo antes que o exame anual ocorra em julho, e a idade de votar for reduzida nos primeiros meses do próximo ano, o governo poderia ser forçado a esperar até o início de 2018, antes de realizar o referendo, porque não haveria  tempo suficiente para esse intervalo de seis meses.

O governo está preocupado em reduzir a idade de permissão de voto, devido ao exemplo de jovens eleitores no referendo sobre a independência escocesa. A pesquisa constatou que 71% dos jovens entre 16 e 17 anos de idade, votaram a favor do rompimento da Escócia para com o Reino Unido.

As notícias da Comissão Eleitoral sobre a concessão de votos aos jovens, seria um golpe para as ambições de Cameron. Não só os jovens poderiam ser mais propensos a votar para sair,  mas também iria prolongar a campanha do referendo muito mais do que ele gostaria.

 

Fonte: Business Insider Uk