Category: Notícias sobre imigração

Passport and US visa background with  immigration application form.

Qualified Person: quem se enquadra na categoria exigida pelo Home Office no UK

Muitas pessoas tem dúvidas quando estão fazendo alguma solicitação ao Home Office com relação ao termo “qualified person” ou “pessoa qualificada”, que aparece muitas vezes nos guias e termos das aplicações. Mas afinal, quais pessoas seriam consideradas qualificadas?

Qualified Person
Para determinadas aplicações, o Home Office exige que os cidadãos que possuam cidadania européia  sejam considerados como  “pessoa qualificada”, também usando o termo em inglês qualified person ou exercising treaty rights. Entre as situações em que esse termo é exigido estão:

–  aplicar para a o Registration Certificate, que pode ser usado como uma prova do direito de viver no Reino Unido

– aplicar para a Residência Permanente

– solicitação de visto para o familiar não-europeu como seu dependente no Reino Unido

O cidadão europeu é considerado uma pessoa qualificada caso esteja trabalhando como empregado, estudando, seja autônomo ou auto-suficiente economicamente em UK para pagar suas contas em território britânico, sem necessidade de pedir benefícios.

Rendimento
Entretanto,  mesmo que as leis não informem que é necessário ter um rendimento mínimo para ser uma pessoa qualificada, o Home Office do Reino Unido requere que o salário mínimo ou renda mensal seja de £155 por semana. Esse é o valor que tem início a contribuição do National Insurance e é utilizado como parametro para o Home Office consider a pessoa como qualificada.

Por conta disso, aplicações com rendimentos semanais inferiores a este valor, podem estar sujeitas a não serem aprovadas pelo governo britânico para concessão do visto ou residência solicitada.

Se você ainda tem dúvidas se se enquandra como uma pessoa qualificada ou sobre as aplicações que deve fazer, entre em contato conosco. A LondonHelp4U é uma empresa de imigração com 15 anos de experiência em vistos e cidadanias para o Reino Unido.

house-1407562_640

A nova lei que obriga landlords a checar o status do imigrante entrou em vigor, saiba como você será afetado

A partir de 1º de fevereiro, os proprietários ou locadores de imóveis que alugam propriedades no Reino Unido terão que verificar os documentos de potenciais inquilinos para garantir que os mesmos têm o direito de viver legalmente no país.  O governo tem como objetivo “criar um ambiente hostil para imigrantes ilegais”.

Continue reading “A nova lei que obriga landlords a checar o status do imigrante entrou em vigor, saiba como você será afetado”

Governo britânico modifica regras de imigração

No dia 11 de Março de 2016, o Home Office britânico declarou alterações às regras de imigração, no qual serão efetivados a partir de 06 de abril de 2016.

A LondonHelp4U fez  um resumo das principais alterações:

Visto para Turista

Turistas podem estudar na Inglaterra por um período máximo de 30 dias. 

Visto de Estudante

Tier 4 (General) estudantes em escolas independentes agora podem prolongar a sua estadia dentro do Reino Unido.

Trabalhadores domésticos no exterior

trabalhadores domésticos no exterior agora terão permissão para trocar de emprego como empregada doméstica durante os 6 primeiros meses.

O período de licença concedida a um trabalhador doméstico no exterior, que é vítima de escravatura ou tráfico de seres humanos, foi aumentada de 6 meses para 2 anos.

Dívidas com o NHS 

O limite da dívida com o NHS está sendo reduzida de £ 1000 para £ 500.

As aplicações podem, agora, ser recusadas automaticamente se o aplicante tiver dívidas com o NHS ou com o Home Office

Procure a LondonHelp4U por telefone +55 11 3283 0906 (Brasil) ou +44 0207 636 8500 (Reino Unido)

e-mail info@londonhelp4u.co.uk

Tire suas dúvidas, marque uma consulta, torne processos burocráticos fáceis e rápidos com a ajuda da #LH4U.

Para mais dicas e informações sobre imigração e a Inglaterra, acompanhe nossas redes sociais.

E se o Reino Unido deixar a União Europeia? Como ficam os brasileiros?

O anúncio do plebiscito que pode tirar o Reino Unido da União Europeia (UE) preocupou italianos, espanhóis, portugueses e muitos outros europeus do continente que vivem no país.

Preocupou também os brasileiros de dupla nacionalidade que têm passaportes desses países. O motivo? As incertezas sobre como ficarão as leis de imigração após uma eventual saída do Reino Unido da UE – e se os europeus terão direito de viver e trabalhar no país.

Cidadãos de países membros da UE têm o direito de viver e trabalhar na Grã-Bretanha ou em qualquer outro país do bloco. Mas uma das principais questões que levaram muitos britânicos a defender a saída do bloco é justamente a imigração.

Muitos querem que o governo possa ter um controle maior sobre quem entra no país – e acreditam que as regras da UE restringem esse poder.

Mas o que aconteceria com os brasileiros europeus se o país realmente deixar a UE?

Especialistas ressaltam que é cedo para ter respostas definitivas, uma vez que ainda não foram discutidos os termos desta eventual saída. Mas eles acreditam que esses brasileiros não terão de deixar o país.

Não há estimativas oficiais sobre o número de brasileiros vivendo no Reino Unido com passaporte europeu – e que, por isso, seriam potencialmente atingidos pela medida.

“Eles são invisíveis”, diz Carlos Mellinger, presidente da associação de auxílio a brasileiros Casa do Brasil. “Mas estimamos 300 mil brasileiros aqui. E os ‘europeus’ são um grande percentual”, completa.

Direitos preservados

No sábado, o premiê britânico, David Cameron, anunciou que o plebiscito para definir se o país vai deixar o bloco será no dia 23 de junho. O próprio premiê britânico é contra a saída do bloco, mas vários políticos proeminentes de seu partido, como o prefeito de Londres, Boris Johnson, farão campanha pela saída.

Pesquisa do instituto Ipsus Mori realizada em fevereiro indicou que 51% dos eleitores querem que o Reino Unido permaneça na União Europeia, 36% defendem a saída e 13% estavam indecisos.

Segundo a associação Migration Watch UK – que defende a saída do bloco -, os cidadãos europeus residentes no Reino Unido não seriam afetados.

“Os direitos do cidadãos da UE que trabalham ou moram no Reino Unido seriam preservados sob a Convenção de Viena do Direito dos Tratados de 1969. Sob esta convenção, a retirada de tratados isenta as partes de qualquer obrigação futura, mas não afeta direitos e obrigações adquiridas antes da retirada”, explica a organização.

O The Migration Observatory, grupo especializado em questões migratórias da Universidade de Oxford, também não vê indícios de que os europeus poderiam ter seu direito de permanência afetados.

“Eles não serão retirados do país, mas podem ter problemas para retornar, por exemplo, se decidirem ficar no Brasil por digamos dois anos. Porque, neste caso, seria como se eles estivessem se mudando para cá de novo”, diz à BBC Brasil Rob McNeil, porta-voz da organização.

“Tudo vai depender muito dos tratados bilaterais que seriam firmados com cada país”, completa. “A verdade é que simplesmente ainda não temos respostas para questões básicas.”

Modelos

Especialistas apontam dois principais modelos para possíveis futuras relações entre o Reino Unido e o bloco europeu. O primeiro cenário seria o Reino Unido sair da União Europeia, mas não do Espaço Econômico Europeu (EEE) – situação semelhante à da Noruega. Neste caso os imigrantes europeus não seriam afetados, porque o mercado comum também aceita liberdade de movimento.

Outra possibilidade é que o Reino Unido deixe também o EEE. Neste caso, poderia regular a situação dos imigrantes europeus por meio de tratados bilaterais com países ou com a União Europeia. É o modelo adotado pela Suíça.

Na falta de respostas claras, a advogada brasileira Vitória Nabas, especialista em questões de imigração, aconselha brasileiros a retirar documentos de residência ou passaporte britânicos o quanto antes, por precaução.

“Não sabemos o que vão fazer com os europeus que estão aqui e com os que querem entrar. Para estes segundos vai ser pior, claro”, afirma.

“Para quem já está aqui, meu conselho é fazer o cartão de residente, a residência permanente ou o passaporte o mais rápido possível. É a garantia de que você pode ficar aqui, não tem porque ‘comer bola'”, diz.

Nabas, assim como Carlos Mellinger, da Casa do Brasil, apontam outra questão que preocupa os brasileiros: com os novos acordos podem afetar aqueles que se casarem com europeus.

Segundo eles, o acordo já negociado – que valerá caso o Reino Unido permaneça na União Europeia – prevê que o não europeu (brasileiro, por exemplo) que se casar com europeu não terá os mesmo direitos plenos que têm hoje. Mas ainda não há, segundo ela, detalhamento da proposta.

“Ainda não sabemos como vai ficar, mas isso preocupa”, afirma Nabas.

Segundo Mellinger, desde que o plebiscito foi anunciado, muitos brasileiros com cidadania europeia procuraram a associação para saber como ficaria sua situação.

Fonte: www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160222_brexit_brasileiros_lab.shtml