Minuto Legal: Governo britânico estaria escondendo informações sobre impactos do Brexit

O andamento do Brexit agita a política do Reino Unido. Confira as principais notícias da semana no Minuto Legal da Londonhelp4U.

Governo britânico estaria escondendo informações sobre o impacto do Brexit
David Davis, o secretário da Brexit, foi ameaçado com uma ação legal por sua recusa em publicar 50 estudos secretos sobre o impacto da Brexit para o Reino Unido. Os advogados que atuam para o Good Law Project estão realizando a ação em conjunto com a deputada do Green Party, Molly Scott Cato. A ação exige a liberação dos documentos. Os 50 estudos sobre o impacto da Brexit em diferentes indústrias foram encomendados no início deste ano, mas o governo argumentou que publicá-los poderia prejudicar a negociação do Reino Unido com a Europa. “O referendo europeu foi sobre recuperar o controle, mas como nossos representantes democráticos podem tomar decisões de nosso interesse escondendo informações vitais?”, declarou Molly Scott Cato.

Número de britânicos que aplicam para cidadanias europeias salta após o Brexit
Pelo menos 17 mil britânicos procuraram a cidadania de outro país da União Europeia no ano seguinte ao voto de Brexit, segundo uma análise do “The Guardian”. Os números mostram que os pedidos de cidadania europeias por britânicos aumentaram nos 12 meses após o referendo. Dentre 20 países europeus, o maior número de aplicações foi para a cidadania irlandesa, com quase 9 mil pedidos. Nos primeiros oito meses de 2017, 2.129 britânicos que vivem na França solicitaram a cidadania francesa. Mais de 1.700 britânicos aplicaram para a cidadania alemã nos 12 meses após a votação de Brexit, em comparação com apenas 63 pedidos no ano de 2015. O número de aplicações para cidadania sueca também foi alto. Foram 1,965 de pedidos até junho desse ano.

Theresa May diz que Reino Unido pode deixar a Europa sem nenhum acordo
Em discurso no Parlamento na última segunda (9), Theresa May advertiu o público britânico que o Reino Unido pode deixar a União Europeia sem nenhum acordo. Após a Europa advertir que não houve progresso nas negociações, uma saída do União Europeia sem nenhum acordo parece ficando mais provável do que os negociadores imaginavam antes. Theresa May apresentou planos de como “minimizar” a interrupção que acontecerá no dia do Brexit com relação as questões comerciais e de imigração. A primeira-ministra rejeitou os modelos existentes de cooperação econômica, como a adesão à Área Econômica Européia ou o modelo canadense, pedindo uma solução “criativa” que seria “única” para o Reino Unido. Leia mais aqui.

Líder trabalhista diz que Brexit pode custar milhares de empregos no Reino Unido
Jeremy Corbyn disse que votaria novamente para permanecer na União Europeia, caso houvesse um outro referendo do Brexit. O líder trabalhista declarou: “Eu penso que a melhor opção era permanecer, não mudei de ideia disso”. “O perigo é chegarmos a março de 2019 sem nenhum acordo, sairmos da UE e colocar em risco muitos empregos em toda a Grã-Bretanha”, afirmou. O líder do Partido Trabalhista convocou por “negociações de emergência” com a UE na tentativa de garantir um acordo sobre os termos de retirada do Brexit. “Estamos agora há 15 meses desde o referendo e o governo parece ter atingido impasse em todas as etapas. Toda vez que há conversas entre David David e o [negociador chefe da UE] Michel Barnier, ambos saem fazendo declarações opostas”, afirmou Corbyn.

Uma em cada cinco pessoas paradas na postos de imigração de UK são britânicos
Uma de cada cinco pessoas detidas por equipes de imigração nas maiores cidades da Grã-Bretanha são britânicos, de acordo com números recém-revelados  Os números mostram que, de 102.552 pessoas paradas nos últimos cinco anos, 19.096 – 18.6% – eram cidadãos britânicos. Os dados, que abrangem 11 das maiores cidades da Inglaterra, País de Gales e Escócia, mostram que somente em Londres 8.002 cidadãos britânicos foram parados por oficiais de imigração. Em Sheffield e Glasgow, o número de britânicos é de quase um terço do total. “Essas estatísticas revelam um sistema que parece arbitrário, pouco sofisticado e possivelmente discriminatório para os cidadãos “, declarou Tulip Siddiq, MP de Kilburn.

*foto BBC

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