Month: January 2018

Minuto Legal: Brexit pode colocar mais de 2,5 milhões de empregos em risco

Brexit pode colocar mais de 2,5 milhões de empregos em risco

O fracasso nas negociações do Brexit com a União Europeia poderia colocar em risco mais de 2,5 milhões de empregos, de acordo com o estudo, UK in a Changing Europe. Os profissionais mais atingidos seriam os científicos, administrativos e técnicos, podendo custar a economia britânica até 140 milhões de libras esterlinas por ano. A pesquisa também aponta que o setor financeiro é um dos setores menos vulneráveis ​porque este ramo está globalizado. As informações são do jornal Evening Standard.

Empresas do Reino Unido se preparam para um Brexit sem acordo

A maioria das empresas do Reino Unido está se preparando para um Brexit sem acordo à medida que as negociações se desenrolam. Segundo Financial Times, a preocupação é sobre o período de transição com a UE após março de 2019 e desacordo sobre o livre comércio com o bloco.

Uma pesquisa da CBI, a organização de empregadores, descobriu que mais de 60% das empresas implementaram planos de contingência para enfrentar a saída da Grã-Bretanha da UE.  Alguns desses planos envolvem movimentar empregos e operações da Reino Unido para outros países da UE.

Londres deve permanecer o centro financeiro da Europa após Brexit, afirma banco suíço

O banco de investimento suíço UBS declarou nesta semana que Londres permanece no centro financeiro da Europa e tentará manter o maior número possível de funcionários na cidade após Brexit. Segundo as informações do jornal Telegraph, o banco planeja ter um forte centro financeiro europeu para “equilibrar” Nova York, seguindo a tendência dos bancos globais que se aglomeram em Londres historicamente para economizar custos.

EUA está pronto para um acordo comercial “atraente” para o Reino Unido após Brexit

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, sugeriu um acordo de comércio livre com o Reino Unido após Brexit. De acordo com a BBC, Mnuchin disse que a Grã-Bretanha ainda estaria na “frente da fila” para um acordo bilateral de comércio livre após a saída da União Européia. “Assim que o Reino Unido estiver pronto, estaremos preparados para negociar um negócio comercial atraente,” disse ele à BBC em Davos.

Minuto Legal: Um milhão de novos imigrantes europeus podem aplicar para residência permanente após o Brexit

Um milhão de novos imigrantes da UE podem aplicar para residência permanente após o Brexit

De acordo com estudo divulgado pelo Migration Watch UK, um milhão de novos imigrantes da UE podem aplicar para residência permanente durante o suposto periodo de dois anos de transição em 2021. Se o período terminar em 2022, o número subiria para um milhão e meio de possíveis novos registros de permanência. A previsão é baseada nos números daqueles que solicitaram o National Insurance entre os anos 2012 e 2017. Segundo o resultado do estudo,  isso geraria uma contradição com o objetivo do governo britânico em diminuir a taxa de imigração após Brexit.

Brexit: UE continua de  “portas abertas” para o Reino Unido

O presidente da UE, Donald Tusk, sugeriu nesta semana que o Brexit ainda pode ser revertido, caso o Reino Unido tivesse uma “mudança de coração” ao desistir de deixar o bloco. “Se o governo aderir à decisão de sair, Brexit se tornará realidade – com todas as suas conseqüências negativas – em março do próximo ano. A menos que haja uma mudança de coração entre os nossos amigos britânicos,” afirmou Tusk. A declaração foi dada no Parlamento Europeu na França. Contudo, o governo britânico descarta qualquer segundo referendo relacionado ao Brexit.

Reino Unido e França fecham acordo de imigração

A primeira-ministra, Theresa May e o presidente da França, Emmanuel Macron, assinaram um novo tratado bilateral para controlar a imigração em suas fronteiras comuns. Segundo a BBC, Macron teria pressionado a Grã-Bretanha a aceitar mais migrantes de Calais e a pagar mais para a manutenção dos controles de fronteiras dos canais dos dois países. O presidente da França também afirmou que o Reino Unido pode deixar a UE, mas continuará sendo um forte parceiro para a França.

Governo britânico deve abandonar o objetivo de reduzir a imigração líquida, segundo relatório

Segundo um relatório da Comissão dos Assuntos Internos do Parlamento Britânico, governo deveria mudar o sistema de imigração para um modelo estilo canadense – que é executado um sistema de pontos – que usa dados para criar uma “sistema” de metas e controles para diferentes tipos de imigração. De acordo com BBC, o objetivo de reduzir a imigração líquida de milhares foi feito por David Cameron no início do governo em 2010, mas nunca foi cumprido. A imigração anual líquida para o Reino Unido é atualmente de 230 mil.

Minuto Legal: Estudo aponta que o pessímismo sobre Brexit aumentou no Reino Unido

Estudo aponta que o pessímismo sobre Brexit aumentou no Reino Unido

A pesquisa mostra que os níveis de pessímismo em relação ao Brexit aumentaram entre os habitantes da Escócia e em toda a Grã-Bretanha. O estudo liderado pelo NatCen Social Research relata que 69% dos escoceses acreditam que o Brexit está sendo mal manuseada pela primeira-ministra Theresa May, contra 57% no ano passado. Em todo o Reino Unido, o aumento subiu para 61% dos entrevistados. Este foi um grande avanço em relação aos 41% registrados em fevereiro do ano passado. A primeira-ministra Theresa May está tentando negociar um novo relacionamento comercial com a UE, mas sua autoridade é geralmente vista diminuída com o Partido Conservador e a renúncia de aliados-chave.

Brexit poderia levar a “uma década perdida de crescimento” no país

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse que o Brexit numa negociação díficil poderia custar ao país meio milhão de empregos e £ 50 bilhões em investimentos perdidos até 2030. Khan disse que os resultados foram provenientes de pesquisas dos analistas Cambridge Econometrics. Ele pediu ao governo que altere sua estratégia em conversações com Bruxelas. “Esta nova análise mostra por que o governo agora deve mudar sua abordagem e negociar um acordo que nos permita permanecer no mercado único”, disse Khan. A análise da Cambridge Econometrics prevê que um Brexit difícil poderia atingir até 87 mil empregos somente em Londres, com a produção econômica da capital 2% menor em 2030 do que seria esperado sob um Brexit suave.

A libra atinge o nível mais alto desde votação do Brexit

A libra esterlina saltou o nível mais alto contra o dólar americano desde o voto do Brexit. O aumento de quase US $ 1,37 ocorreu depois que Bloomberg informou que os ministros das finanças espanholas e holandesas concordaram em buscar um acordo do Brexit que mantesse o Reino Unido próximo da UE. A libra subiu mais de 1% para US $ 1,3691, seu nível mais alto desde 24 de junho de 2016.

Donald Trump critica imigrantes dos países do El Salvador e Haiti

Segundo o jornal El Pais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump não quer pessoas de “países de merda” nos Estados Unidos. A declaração foi feita pelo presidente nesta semana, durante uma reunião para renegociar o programa que concede residência legal a imigrantes do Haiti, El Salvador e países africanos, de acordo com fontes citadas pelo The Washington Post. No inicio da semana, o republicano retirou essas proteções para 200.000 salvadorenhos; em novembro, fez o mesmo com 59.000 haitianos.

Estudantes estrangeiros movimentam à economia britânica

Estudantes internacionais acrescentam £20 bilhões de libras para a economia do Reino Unido, segundo um relatório do Higher Education Policy Institute. A análise, dilvulgada pela BBC, relata que as taxas de matrícula e os gastos pessoais se tornaram um fator importante às economias locais. Apenas Londres gera 4,6 mil milhões de libras.

O diretor do Higher Education Policy Institute, Nick Hillman, afirma que o relatório expressa a evidência de que os estudantes estrangeiros no Reino Unido são um benefício significativo para economia britânica. Os estudantes, originalmente vindos de fora da União Européia, valem £ 102,000 para o Reino Unido. Há cerca de 230 mil alunos que chegam a cada ano para cursos universitários no Reino Unido,  a maioria deles pós-graduados, de acordo com estudo.

“Menos estudantes internacionais significariam muito menos empregos em todas as áreas do Reino Unido, porque os alunos internacionais têm gastos com as taxas de matrícula nas universidades e principalmente em gastos pessoais: alimentação, lojas de bicicletas, empresas de táxi, casas noturnas e livrarias,” afirma Hillman.

Londres tem a maior participação de estudantes estrangeiros, porém o estudo mostra que, em termos relativos, as cidades menores, com mais de uma universidade, podem ter um impacto maior. O Higher Education Policy Institute, que realizou o estudo com a empresa de educação Kaplan, argumenta que Reino Unido deve ter uma abordagem mais positiva para estudantes do exterior e separá-los do debate mais amplo sobre imigração.

Visto de Turista / Estudante

LondonHelp4U pode te ajudar no processo de visto para estudante!

Short-term – Para aqueles que pretendem estudar no Reino Unido em cursos com duração de até 11 meses podem aplicar para o visto de curta duração. Para isto é preciso ter uma oferta para fazer um curso numa instituição de ensino reconhecida pela Agência de Imigração do Reino Unido (UK Border Agency) e ter recursos financeiros para se manter durante todo o período do curso. Não é possível estender este visto, que tem como duração de 1 a 11 meses.

Tier 4 – Para estudar no Reino Unido em cursos superiores (graduação, mestrado etc) ou para cursos com duração superior a 11 meses, você deve aplicar para o visto Tier 4. Para isto é preciso ter uma oferta para fazer um curso numa instituição de ensino reconhecida pela Agência de Imigração do Reino Unido (UK Border Agency), ser apto a falar, ler, escrever e entender a língua inglesa, com certificado reconhecido pelo Home Office no nível intermediário, possuir recursos suficiente para se manter durante o curso e ser de um país que não pertence a Área Econômica Europeia (EEA) ou da Suíça.

Foto: divulgação

O que ainda está em discussão sobre o Reino Unido e a Irlanda com Brexit

photo: Andrew Wilson

Historicamente, os cidadãos irlandeses têm um estatuto especial na lei do Reino Unido, o Common Travel Area (CTA), que é separado dos direitos que eles têm como cidadãos da União Européia. CTA permite que os habitantes dos países viajem livremente, sem estar sujeito a controles de passaporte. No entanto, a expectativa dos especialistas é que o Reino Unido negocie uma nova legislação específica para os irlandeses após o Brexit.

A professora Dagmar Schiek, Jean Monnet, presidente da legislação e política da UE na Queens University de Belfast, afirma que existe uma certa amplitude dentro das regras da UE para permitir um acordo bilateral entre a República da Irlanda e o Reino Unido. No entanto, ela enfatiza que exigiria que os restantes membros da UE concordassem com isso: “De acordo com a legislação da UE, qualquer relação futura entre a República da Irlanda e o Reino Unido ficaria sujeita a um acordo não apenas com a República da Irlanda, mas com o todo da UE.”

O futuro do Common Travel Area (CTA) após Brexit ainda é incerto. Os governos do Reino Unido e da Irlanda demonstram manter as  mesmas diretrizes de negociação atual afirmando que a União respeitará esses acordos bilaterais. No entanto, exista um acordo político generalizado sobre a não-existência de uma “fronteira dura” com a Irlanda, essa ausência de controles na fronteira irlandesa pós-Brexit tornaria-a única entre as fronteiras da UE.

O professor Bernard Ryan da Universidade de Leicester argumenta que será necessária uma nova legislação para proteger irlandeses no Reino Unido pós-Brexit. Em síntese, a República da Irlanda não é considerada um “país estrangeiro” para efeitos das leis do Reino Unido, e os cidadãos irlandeses não são considerados “estrangeiros”. Além disso, os irlandeses são tratados como se tivessem permissão de imigração permanente para residirem no Reino Unido a partir da data em que assumem a “residência comum” aqui.

Este atual status especial, Common Travel Area (CTA), afeta os direitos dos cidadãos irlandeses em várias áreas, incluindo elegibilidade para a cidadania britânica, para votar, candidatar-se à eleição e para benefícios sociais. Acredita-se que, segundo especialistas, os cidadãos irlandeses têm mais direitos do que outros cidadãos da UE residentes no Reino Unido.

Informações: http://www.parliament.uk/commons-library