Mês: junho 2018

Nobel da Paz diz que Europa tem obrigação moral de receber imigrantes

Minuto Legal: UE aprova novo plano de imigração

Os líderes da União Européia chegaram a um acordo sobre como lidar com a imigração de refugiados depois de uma maratona de reuniões durante esta semana. O bloco europeu concordou em criar locais de processamento de asilo. “Todas as medidas no contexto desses centros controlados, incluindo realocação e reassentamento, serão voluntárias”, disse o comunicado conjunto. Os líderes também concordaram em apertar mais suas fronteiras externas, aumentar o financiamento para a Turquia, Marrocos e Estados do norte da África para prevenir a imigração para a Europa.

Líderes da UE planejam centros de imigrantes

Os centros de migrantes fechados devem ser instalados nos países da UE para processar pedidos de refúgio. Segundo a BBC, a Itália – o ponto de entrada para milhares de imigrantes, principalmente da África – ameaçou vetar toda a agenda da cúpula se não recebesse ajuda. No entanto, não houve detalhes sobre quais países hospedariam os centros ou receberiam refugiados.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que os centros estarão em países onde os primeiros imigrantes chegam à UE. “Nós atingimos o equilíbrio certo entre responsabilidade e solidariedade”, concluiu. Os números que entram ilegalmente na UE caíram 96% desde o pico de 2015, segundo o Conselho Europeu.

Os britânicos querem um controle de fronteiras mais inteligente, aponta estudo

A maioria dos britânicos quer um controle de fronteiras mais inteligente que acabe com as restrições gerais aos imigrantes usados ​​pelo governo nos últimos 10 anos, revelou uma nova pesquisa. A pesquisa exclusiva do The Independent mostrou um enorme apoio à recente ação do Secretário do Home Office, Sajid Javid, de retirar os profissionais do NHS de um sistema de limite para vistos de trabalhadores qualificados.

Airbus ameaça sair do Reino Unido num Brexit sem acordo

A Airbus alertou que pode deixar o Reino Unido, se o país sair do mercado único da União Européia e da união aduaneira sem um acordo de transição. A empresa emprega 14 mil pessoas em 25 locais no Reino Unido – cerca de metade no País de Gales. O governo do Reino Unido afirmou estar confiante em conseguir um bom acordo para todas as indústrias, mas o governo galês disse que é “extremamente preocupante”.

Oito dos fatos mais surpreendentes sobre imigração no Reino Unido

Os números da imigração caíram e as vagas de emprego continuam em alta

A previsão de alguns especialistas sobre o impacto negativo e caótico que o Brexit poderia trazer para o Reino Unido aparentemente começa a se concretizar. Segundo o jornal The Independent, o governo foi alertado sobre o impacto do Brexit sobre a economia: os números oficiais do próprio gabinete revelaram que a imigração despencou, enquanto o número de vagas continuam em alta.

As estatísticas mostram ainda que o crescimento da população diminuiu para a taxa mais baixa em uma década, após uma queda de 12% no número de imigrantes no ano após o referendo. Houve ainda uma diminuição de 43% no número de pessoas que imigraram para procurar trabalho no último ano.

Políticos, instituições de caridade e empresas emitiram uma advertência aos parlamentares sobre o efeito negativo que o Brexit já está tendo sobre a força de trabalho, insistindo que o atual declínio dos trabalhadores da UE não pode ser facilmente revertido e pode levar a problemas para a economia.

O Gabinete Nacional de Estatística, que divulgou os números, afirmou que o referendo da UE deve ser um dos principais impulsionadores das mudanças. Nos 12 meses após o voto Brexit, houve um aumento de 9 % pessoas que deixam o Reino Unido e uma queda de 12% em imigrantes que entram no país, os números mostram. O Home Office não quis comentar.

Home Office é acusado de manter imigrantes presos em condições degradantes

Home Office pagou indenização milionária por erro de detenção de pessoas

O governo britânico erroneamente deteve mais de 850 pessoas entre 2012 e 2017, algumas das quais viviam legalmente no Reino Unido. Segundo o jornal The Guardian, como resultado, as autoridades foram forçadas a pagar mais de 21 milhões de libras de indenização.

Os números divulgados ao comitê de assuntos internos mostram que houve 171 casos de detenção por imigração injusta em 2015-16, provocando pagamentos de indenizações totalizando £ 4,1 milhões, e 143 casos em 2016-17, provocando uma indenização adicional de £ 3,3 milhões. Entre 2012 e 2015, um total de £ 13,8 milhões foi pago a mais de 550 pessoas após um período de detenção ilegal de imigração.

O documento revelado pelo jornal também aponta que foram pagos bônus aos funcionários seniores e juniores do Home Office, de acordo com o cumprimento das metas de remoção forçada do país. Alguns funcionários foram definidos como “objetivos pessoais”, nos quais os pagamentos de bônus foram feitos vinculados a metas para alcançar remoções forçadas. Os números da detenção não fornecem detalhes sobre quem foi preso por engano, embora seja provável que esses números contenham alguns indivíduos da Windrush que foram erroneamente enviados para centros de remoção de imigrantes ou prisões antes da deportação.

Os casos conhecidos de indivíduos Windrush que foram quase deportados, como Anthony Bryan, que foi enviado a um centro de detenção de imigrantes em dezembro passado e reservado pela equipe do Home Office em um vôo de volta para a Jamaica, um país que ele não visitava desde os oito anos. Uma intervenção de última hora por um advogado de imigração fez com que seu assento no vôo fosse cancelado e ele foi liberado da detenção.

O secretário do Home Office, Sajid Javid, prometeu fornecer números no mês que vem sobre quantas pessoas da Windrush foram erroneamente colocadas em detenção de imigrantes; ele já reconheceu que 63 pessoas do Windrush foram deportadas por engano.

Estudantes como alvo das limitações na imigração

Residência Permanente e Registration Certificate no Reino Unido

Brasileiros com dupla cidadania europeia desfrutam dos privilégios como qualquer outro cidadão dos países que fazem parte da União Europeia. Porém, muitos que possuem passaporte europeu ficam em dúvida quanto ao tipo de aplicação que devem fazer para oficializar sua residência no Reino Unido.

Até o momento, o governo britânico não exige que cidadãos europeus apliquem para a residência no país para comprovar seu direito de morar e trabalhar no Reino Unido. No entanto, com o Brexit, aqueles que já tiverem sua situação regularizada certamente evitarão futuros problemas.

Entre aqueles que vão aplicar, é muito comum a confusão entre Residência Permanente e Registration Certificate.  Então, fique atento e tire suas dúvidas.

Registration Certificate

Todos que possuem cidadania de algum país pertencente à Área Econômica Europeia  (EEA) ou Suíça podem obter o Registration Certificate, que pode ser usado como uma prova do direito de viver no Reino Unido.  O certificado pode ser muito útil em algumas circustâncias para comprovar seu status de imigrante.  Para aplicar é necessário comprovar que o requerente está trabalhando como empregado ou autonomo, estudando ou que seja auto-suficiente financeiramente para pagar suas contas no país, sem pedido de beneficios. Sendo que existem requirementos maiores para estudantes e pessoas economicamente auto-suficiente.

Residência Permanente

A residência permanente no Reino Unido também é aplicável para todos os cidadãos europeus que vivem no país. No entanto, é necessário que os mesmos tenham vivido ao menos por cinco anos continuamente na Inglaterra e que tenham se qualificado dentro das hipoteses acima. Após esse período, todos tem direito a Residência Permanente. É necessário comprovar o período de permanência ao longo dos anos através de contratos de trabalho, aluguel, etc . O processo todo dura em média até 6 meses, mas o Home Office costuma dar prioridade para esses casos.

A LondonHelp4U é expert em pedidos para Residência Permanente e Registration Certificate no Reino Unido. Nossos consultores dão a assistência necessária durante todo o processo, da seleção dos documentos até a entrega dos certificados.

Somos uma empresa de imigração com 18 anos de experiência em processos de vistos e serviços notoriais. Nossa missão é ajudar os imigrantes brasileiros a terem  acesso ao Reino Unido e tornar seus processos burocráticos mais fáceis e rápidos.

Quer falar com a gente? Tire suas dúvidas e marque uma consulta. Nos contate por telefone: HelpLineUK 24h + 44 75 85668158 ou +44 0207 636 8500 ou por e-mail info@londonhelp4u.co.uk . Para mais dicas e informações sobre imigração, acompanhe nossas redes sociais e nosso website.

Manifestantes exigem um segundo referendo do Brexit nas ruas de Londres

Cerca de 100 mil pessoas protestaram neste fim de semana para permanência do Reino Unido na União Europeia. O dia que marcou dois anos do plebiscito que levou a vitória do Brexit. A marcha começou em Pall Mall até a Parliament Square, enchendo as ruas da capital com faixas de bandeiras e faixas da União Européia.

O protesto foi a maior desde a votação de 2016. O líder do Partido Liberal Democrata, Vince Cable, disse à multidão que o Brexit “ainda não teve um acordo” e que a decisão de sair do bloco europeu poderia ser revertida, enquanto a co-líder do Partido Verde, Caroline Lucas, disse que o Brexit “será um desastre para este país”.  Os manifestantes também pediam mais partipação da população britânica em votação se aceitam ou não o acordo que está sendo firmado entre a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, e a comunidade europeia.

Na semana passada, o secretário de Relações Exteriores, Boris Johnson, pediu a Theresa May para entregar um “Brexit britânico completo”, alinhado com as declarações do secretário de Comércio Internacional, Liam Fox, que o Reino Unido não estava blefando sobre estar preparado para sair das negociações com Bruxelas.

Fox ressaltou que o impacto econômico de um Brexit “sem acordo” sobre os membros da UE seria “severo”, enquanto o Boris Johnson, acrescentou que os britânicos não tolerariam um Brexit que fosse “macio, maleável e aparentemente infinitamente longo ”. Uma pesquisa feita pelo Centre for European Reform (CER) indicou que o Brexit já havia tornado a economia britânica 2,1% mais fraca do que se os eleitores tivessem decidido permanecer na UE.

Photo: REUTERS