Estudo estima que meio milhão trabalhadores europeus estão em empregos simples no Reino Unido

Estima-se que 500 mil cidadãos da UE estejam trabalhando em empregos simples no Reino Unido, em funções como colher frutas, limpar escritórios, trabalhar em armazéns e fábricas de alimentos, segundo o relatório do Observatório das Migrações da Universidade de Oxford.

O estudo aponta ainda a preocupação dos empregadores em encontrarem trabalhadores após o Brexit. Com isso o risco de exploração pode aumentar sob as duas principais opções disponíveis para as empresas encontrarem funcionários dispostos a fazer o trabalho, uma vez que a livre circulação de cidadãos europeus terminará.

Ainda na análise dos empregos que os cidadãos da UE executam: 132 mil trabalham em áreas de limpeza, 120 mil em empregos básicos como cafés, 96 mil em armazéns, 91 mil em fábricas e 26 mil em estaleiros. Outros 89 mil eram caminhoneiros, motoristas de van e taxistas; 82 mil trabalhavam em serviços de assistência; 74 mil em processamento de alimentos; 68 mil como assistentes de loja e 54 mil em outros trabalhos administrativos.

Uma das formas de garantir uma oferta contínua de trabalho após a livre circulação dos países europeus seria permitir que as empresas patrocinassem vistos para trabalhadores pouco qualificados, mas tal esquema tem “desvantagens significativas”, segundo o relatório do Observatório das Migrações.

Um porta-voz do Home Office afirmou que depois da saída do Reino Unido da UE será implantado um sistema de imigração que funcionará “para o melhor interesse” de todo o país “Esse sistema será baseado em evidências. O governo encomendou consultoria ao comitê consultivo de migração e continuamos nos engajando com várias partes interessadas”.

As informações são do The Guardian.

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