Minuto Legal: 140 mil imigrantes correriam risco de remoção do Reino Unido

Relatório indica número de imigrantes ilegais que correm risco de remoção no Reino Unido. Confira essa e outras notícias no Minuto Legal da LondonHelp4U.

Relatório diz que 140 mil pessoas enfrentam risco de remoção do Reino Unido
Mais de 140.000 pessoas no Reino Unido enfrentam risco de detenção e remoção, revelou o “The Guardian”. Dois relatórios de David Bolt, inspetor-chefe independente de fronteiras e imigração, dão a primeira indicação oficial do número de pessoas que estão ilegalmente no país e que devem enfrentar ações que as obriguem a sair. O ministro da imigração, Brandon Lewis, declarou: “As pessoas que não têm direito de viver neste país não devem ter dúvidas quanto à nossa determinação em removê-las. Nossa prioridade é progredir nos casos de saídas forçadas voluntárias. Removemos mais de 38.600 estrangeiros desde 2010”. Os relatórios dizem que, em setembro de 2016, cerca de 40 mil pessoas que enfrentam problemas de  remoção, foram obrigadas a visitar centros de imigrantes de Londres.

Estudos secretos sobre impactos do Brexit devem ser divulgados
O governo admitiu que deve compartilhar dezenas de documentos que avaliam o impacto econômico do Brexit e que estavam sendo guardados confidencialmente. A liberação ocorreu após um movimento Partido Trabalhista no Parlamento, que exigiu a apresentação dos documentos.  O Partido Trabalhista procurou por meses garantir a liberação dos estudos, que cobrem a economia do Reino Unido, levando a especulações de que os ministros estavam com medo de compartilhá-los por causa das avaliações negativas que eles contêm.

Trabalhadores europeus que deixaram o NHS pode prejudicar setor da saúde em UK
O número de enfermeiras e parteiras que vêm trabalhar no Reino Unido, provenientes de países europeus,  caiu 89% desde que o Reino Unido votou para deixar a União Europeia.  A queda acentuada coincidiu com um aumento do número de médicos europeus qualificados que deixaram o registro do Conselho de Enfermagem e Obstetrícia (NMC): 4.067 profissionais deixaram o conselho, um aumento de 67% com relação ao ano anterior.  Os dados do NMC também mostram uma terceira tendência preocupante em relação à força de trabalho do NHS: o número de enfermeiras e parteiras treinadas no Reino Unido que deixaram o registro aumentou 11% no ano passado . Os números são as últimas evidências de que a decisão da Grã-Bretanha no ano passado de deixar a UE levou a um maior número de europeus a deixarem de escolher prosseguir suas carreiras no Reino Unido.

Registro de europeus no Reino Unido seria ilegal dizem deputados europeus
A secretária do interior, Amber Rudd, foi advertida por um grupo de deputados que seus planos para forçar os cidadãos da UE a se registrarem no período de transição imediatamente após o Brexit seria ilegal e inaceitável para o parlamento europeu. Deputados de toda a Europa escreveram a Rudd na sequência das suas sugestões sobre o registro dos europeus no Reino Unido. A União Europeia pretende insistir por um período de transição em que a Grã-Bretanha continuaria sob a legislação da UE e todas as suas instituições, sem exceção. Os deputados europeus escreveram: “O Home Office sugere que apenas cidadãos da UE não-britânicos precisam se registrar? O artigo 26 da diretiva relativa à liberdade de circulação deixa muito claro que os cartões de residência são para todos ou para ninguém”.

Donald Trump foca em crianças e jovens que estão ilegalmente nos EUA
Muitas das iniciativas de imigração lançadas pela administração Trump nas últimas semanas visam um tipo de imigrante: crianças e jovens. As medidas visam expulsar os jovens que já estão nos Estados Unidos de forma ilegal e impedir que outros atravessem o país. Entre as ações recentes, está o fim do programa DACA, criado por Obama, que permitiu que quase 800 mil jovens que entraram no país ilegalmente se candidatassem para poder trabalhar e estudar no país.  A Casa Branca também anunciou que vai encerrar um programa que permite que os menores da América Central se candidatem ao asilo nos EUA enquanto ainda vivem no exterior.

*foto The Guardian

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