Minuto Legal: Partido Trabalhista quer controle nos preços dos aluguéis no Reino Unido

Enquanto o prefeito de Londres quer um novo plebescito sobre o Brexit, Jeremy Corbyn diz que Partido Trabalhista é a nova voz dos britânicos. Confira essa e outras noticias no Minuto Legal da LondonHelp4U.

Prefeito de Londres sugere novo referendo sobre o Brexit
O prefeito de Londres, Sadiq Khan, sugeriu que o Partido Trabalhista apóie um segundo referendo sobre a saída do Reino Unido da União Européia. A declaração foi feita durante uma entrevista para o jornal “The Evening Standard”. Khan sugeriu que ele pressionaria por uma nova votação nacional  para ser incluída no manifesto das próximas eleições. “Até agora, não fui persuadido de como este governo tem um plano que funciona para o nosso país”, declarou o prefeito para o jornal. Kezia Dugdale, ex-líder do Partido Trabalhista da Escócia, também disse que o público tinha o direito de ter sua opinião em um segundo referendo. “Ninguém votou para ser mais pobre, mas é o que todos nós vamos ser.  O Brexit está fora de controle e fora dos interesses das pessoas que trabalham. É por isso que nós devemos retomar o controle com uma votação final sobre o acordo”, declarou Kezia.

Empasse quanto a dívida e direitos dos cidadãos atrasam negociações do Brexit
As negociações da Brexit podem entrar num impasse por meses,  a menos que o Reino Unido concorde em honrar todos os seus compromissos financeiros, sugeriu Michel Barnier, o principal negociador da UE, no final da última rodada de negociações em Bruxelas. Apesar de concordar que foram fetos progressos nas conversas, Barnier lamentou que o Reino Unido ainda não esteja pronto para especificar quais compromissos financeiros seriam cumpridos. “Para a UE, a única maneira de alcançar um progresso suficiente é que todos os compromissos assumidos com os 28 Estados membros sejam honrados”. Os dois lados ainda discordam sobre o papel do Tribunal de Justiça Europeu na garantia dos direitos dos cidadãos e, como afirmou Barnier, “isto será uma grande lacuna na reunificação familiar” dos cidadãos europeus que vivem no Reino Unido.

Jeremy Corbyn diz que Partido Trabalhista é a voz da maioria dos britânicos
Jeremy Corbyn disse que o Partido Trabalhista apresenta políticas que são “o que a maioria das pessoas em nosso país realmente quer”. “Nós somos agora a voz da maioria”, disse ele aos membros do partido em seu discurso na conferência do partido. O líder trabalhista disse que eles eram um “governo em espera”. Entre as promessas do seu disurso está o controle nos preços dos aluguéis. “Os controles de aluguel existem em muitas cidades em todo o mundo. E eu quero que nossas cidades também tenham esses poderes e os inquilinos tenham essas proteções”. Corbyn também declarou que o partido é o único que pode unir os cidadãos que votaram a favor do Brexit e os que votaram contra. O líder acrescentou que o Partido Conservador tem interesses próprios na negociação do Brexit. “Nunca o interesse nacional foi tão mal servido em uma questão tão vital”, declarou.

Theresa May diz que europeus no Reino Unido ficarão sob regime das leis britânicas
Um porta-voz da Downing Street disse que May reiterou a questão dos direitos dos imigrantes, mas insiste de que os europeus que vivem no Reino Unido estarão sob jurisdição dos tribunais britânicos após o Brexit.  “A primeiro-ministra apontou o compromisso assumido em seu discurso em Florença de incorporar o acordo sobre os direitos dos cidadãos sob as leis do Reino Unido e garantir que os tribunais do Reino Unido possam se referir diretamente a eles”, disse um porta-voz de May. “A primeira-ministra também enfatizou que era do interesse de todos concordar com um período de implementação [de transição], uma vez que a Grã-Bretanha deixa a UE, para garantir o futuro de empresas no Reino Unido e na Europa.

Governo Trump prende centenas de imigrantes ilegais nos EUA
A divisão de Imigração da administração de Donald Trump prendeu centenas de pessoas em cidades americanas nos últimos dias. O Immigration and Customs Enforcement (Ice) anunciou na quinta-feira que prendeu 498 pessoas em uma operação de quatro dias. As incursões  atingiram grandes cidades, como Los Angeles, São Francisco, Seattle, Denver, Nova York e Filadélfia. Ativistas de direitos humanos disseram que as prisões eram cruéis e vingativas e só prejudicariam a segurança pública, separando famílias e colocando medo nas comunidades. A agência de imigração disse que entre os presos estão pessoas com convicções e acusações criminais pendentes, membros de gangues, fugitivos de imigração e aqueles que voltaram a entrar nos EUA após a deportação.

*foto BBC

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