Minuto Legal: número de europeus no Reino Unido diminui após o Brexit

Novas estatísticas da imigração do Reino Unido mostram que europeus tem deixado o país e quais são os reais números sobre os estudantes estrangeiros na Grã-Bretanha. Confira essa e outras notíciais no Minuto Legal da Londonhelp4U.

Números de imigrantes europeus no Reino Unido cai após o Brexit
A migração líquida para o Reino Unido caiu para o seu nível mais baixo em três anos, já que mais cidadãos europeus deixaram o país após a votação do Brexit. De acordo com o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS), o índice de migração líquida, que é a diferença entre quem entra e quem sai do Reino Unido, foi de 246 mil, contra 327 mil no ano passado, contabilizando 81 mil pessoas a menos. “Esses números mostram um Brexodus de cidadãos da UE profundamente preocupante para o Reino Unido. Isto é em grande parte resultado do fracasso do governo de Theresa May em garantir o direito dos europeus”, declarou Vince Cable, do partido Liberal Democrata.  A mudança foi impulsionada por uma queda acentuada da migração dos cidadãos da UE para o Reino Unido, à medida que mais deixaram o país e menos chegaram nos meses após o país votar para deixar a União Européia, em 23 de junho de 2016, reportam as estatísticas.

Números de estudantes estrangeiros em UK causam embaraço para Theresa May
A determinação de Theresa May de continuar contando estudantes estrangeiros como alvo da imigração do governo a deixou isolada na noite de quinta-feira (24), depois que números oficiais revelaram que menos de 5.000 estudantes por ano continuam no Reino Unido depois que seu visto expira. Uma série de políticos do Partido Conservador e da oposição pediram à primeira-ministra que acabe com o foco em estudantes estrangeiros, pois o governo está superestimando drasticamente o número de estudantes que permanecem na Grã-Bretanha ilegalmente. Novos dados, publicados pelo Escritório de Estatísticas Nacionais, mostraram que apenas 4.600 ultrapassaram seu visto no ano passado. Nos manifestos do Partido Conservador de 2010, 2015 e 2017, as estimativas eram próximas de 100.000 estudantes.

Reino Unido diz que pagará parte da dívida referente ao Brexit
O Reino Unido pagará para a União Europeia como parte do processo do Brexit.  Boris Johnson, secretário do exterior,  afirmou que o Reino Unido deve cumprir as suas obrigações.  “Algumas das somas que eu vi pareciam ser muito altas e, claro, cumpriremos nossas obrigações”, disse ele ao programa Today da BBC Radio 4. “Somos pessoas que cumprem as leis, pagando contas. O Reino Unido contribuiu com centenas de bilhões ao longo dos anos. A questão da “lei de divórcio” dividiu as dicussões do Brexit, com alguns exigindo que o Reino Unido se recusasse pagar um centavo. O próprio Johnson disse na Câmara dos Comuns no mês passado que uma dívida de € 100 bilhões seria exorbitante.  A União Europeia está pedindo dinheiro para cobrir os compromissos de gastos que o Reino Unido já realizou, bem como os custos relacionados ao Brexit.

Home Office envia cartas “erradas” para cidadãos europeus ameaçando deportação

O Home Office enviou cerca de 100 cartas “erradas” para cidadãos europeus que vivem no Reino Unido, dizendo-lhes que tinham que sair do país ou seriam detidos. Um dos casos teve como vitima uma cidadã finlandêsa, que recebeu uma das cartas. A Dra. Eva Johanna Holmberg, casada com um cidadão britânico, disse que não acreditou no que leu quando viu que tinha um mês para deixar o país. Seis dias após ter recebido a carta, Eva foi contactada pelo Home Office. O orgão disse que a carta enviada a Eva, assim como cerca de outras 100 cartas destinadas a europeus, foram um erro.  “Um número limitado de cartas foram emitidas por engano e temos investigado urgentemente por que isso aconteceu”, acrescentou um porta-voz. O Home Office ressaltou que os direitos dos cidadãos da UE no Reino Unido “permanecem inalterados”. Confira mais aqui.

Política de Imigração de Trump afeta economia dos Estados Unidos
A repressão da administração de Trump sobre a política de imigração está contribuindo para uma desaceleração nos gastos dos consumidores hispânicos, de acordo com um recente relatório de Wall Street. “Vários empresas de consumo registraram quedas dos gastos de consumidores hispânicos “, diz a pesquisa. “A queda é provável devido à incerteza em torno da política de imigração”. A busca pelo presidente Donald Trump de uma reforma imigratória mais agressiva atraiu críticas de muitos consumidores e empresas por razões de responsabilidade social, mas este relatório mostra que a política anti-imigratória pode prejudicar diretamente a economia. Segundo a pesquisa, os hispânicos tem saído menos de casa e consumido menos, principalmente nas cidades da fronteira americana com o México.

*foto BBC

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