Minuto legal: queda na imigração líquida no Reino Unido é destaque

Confira um resumos das principais notícias de imigração da semana. Tem queda da imigração líquida nos Reino Unido, escassez de mão de obra em território britânico e o plano de deportação de imigrantes ilegais de Trump nos EUA.

Número da imigração líquida no Reino Unido cai pela primeira vez nos últimos anos
A imigração líquida para o Reino Unido caiu para 273 mil pessoas no último ano, até setembro de 2016. Os números registram a diferença entre o número de pessoas que vêm para viver no Reino Unido e aqueles que saem. A imigração foi estimada em 596.000 pessoas – compreendendo 268.000 cidadãos da UE, 257.000 cidadãos não comunitários e 71.000 cidadãos britânicos. Bulgária e Romênica foram os países que mais enviaram imigrantes ao país. Já entre os que deixaram o Reino Unido, estão cerca de 323.000 pessoas, um aumento de 26.000 pessoas com relação ao ano anterior. A meta do governo britânico é que a imigração líquida seja inferior a 100 mil pessoas.

Turistas britânicos poderão ter que pagar para visitar a Europa depois do Brexit
Os turistas britânicos podem ter que pagar para visitar a Europa depois do Brexit disse o ministro da Imigração Robert Goodwill. O ministro declarou que a União Europeia está considerando adotar uma versão do Sistema Eletrônico de Autorização de Viagem (ESTA), usado pelos Estados Unidos. Atualmente britânicos tem que pagar £ 11 para poder visitar os EUA por 90 dias sem a necessidade de um visto. A ideia da Europa seria de  usar um sistema semelhante.

Reino Unido registra escassez de mão de obra com queda no número de trabalhadores europeus
Empresas do Reino Unido estão com dificuldades para preencher postos de trabalho em lojas, fábricas e hospitais por conta de uma baixa no número de imigrantes da União Europeia que procuram trabalho no UK após o Brexit. Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Chartered Institute of Personnel and Development e do Adecco Group. Os proprietários das empresas estão relatando escassez de mão-de-obra e habilidades em toda a cadeia de suprimento de alimentos, bem como em setores como manufatura, saúde e hospitalidade.

Plano de Trump amplia deportação de imigrantes ilegais
O Departamento de Segurança Interna dos EUA anunciou um novo plano para aumentar o controle sobre os imigrantes ilegais que vivem no país. Em documentos divulgados na última terça (21), o governo americano deu orientações para ampliar os critérios de definição dos imigrantes que podem ser deportados ou presos caso vivam sem documentos no país. Agora qualquer pessoa sem documentos que não puder provar que vive nos Estados Unidos continuamente há mais de dois anos estará sujeito à deportação imediata. A medida propõe uma grande mudança com relação a política anterior adotada por Obama.

México não vai aceitar planos de imigração de Trump
O México indicou que não aceitará as novas propostas de imigração do governo Trump, dizendo que irá para as Nações Unidas defender os direitos dos imigrantes nos EUA. “Não vamos aceitá-lo porque não temos que aceitá-lo. Quero deixar claro, de forma enfática, que o governo do México e o povo mexicano não precisam aceitar medidas que um governo quer impor unilateralmente a outro”, declarou Luis Videgaray, ministro das Relações Exteriores do México. A declaração é uma resposta ao plano de controle dos imigrantes ilegais, que pode levar deportações em massa para o México, não apenas de mexicanos, mas também de imigrantes de outros países latino-americanos.

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