Minuto Legal: redução de imigrantes nos EUA e Reino Unido pode prejudicar economia

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Ex-assessor do Partido Conservador quer criar Partido anti-Brexit
James Chapman, ex-chefe de gabinete do secretário do Brexits, disse que deixar a União Europeia será uma “calamidade para o Reino Unido”. James Chapman afirmou que dois ministros manifestaram interesse em um novo partido do centro para se opor ao Brexit. Ele também afirmou que os conservadores terão dificuldade em ganhar uma maioria novamente. Em junho ele acusou a primeira-ministra Theresa May de assumir uma posição “absolutista” em alguns aspectos da política do Brexit.  Chapman também propôs a criação de um novo partido – chamado Democratas – para se opor à saída da UE. Ele acrescentou: “A minha opinião é que a marca do Partido Conservador já foi prejudicada de tal forma que o partido não  ganhará mais uma vez a maioria”.

Reino Unido deixa de ser atrativo para talentos globais por conta do Brexit
O Reino Unido não é mais uma escolha para os trabalhadores internacionais da área de tecnologia devido a preocupações com a Brexit. De acordo com uma pesquisa, a maioria dos entrevistados que trabalham na indústria de tecnologia dos EUA disseram que desistiram de se mudar para o país desde que Brexit fez do Reino Unido um lugar menos desejável para viver. Apenas 6% das pessoas entrevistadas disseram que o Reino Unido permaneceu como a principal escolha para o deslocamento. A indústria de tecnologia do Reino Unido acredita que profissionais de outros países trazem novidade para o setor. Porém o Brexit e suas conseqüências fizeram com que o Reino Unido não seja mais atrativo para esses profissionais. Ruth Davidson, do Partido Conservador Escocês, disse que sem o impulso dos imigrantes a economia britânica pode enfrentar limitações.

Governo volta ao discurso de redução do número de imigrantes
Os planos do governo para reduzir a imigração para o Reino Unido para menos de 100 mil foram defendidos por um membro importante do gabinete de Theresa May. O primeiro secretário de Estado, Damian Green, disse que os ministros acreditam que um “nível sustentável” de imigração seria o de 100 mil pessoas. Damian discursou depois que a líder conservadora escocesa Ruth Davidson questionou o objetivo de cortar a migração líquida – o que nunca foi alcançado desde que o governo anunciou isso em 2010. “É claro que uma das forças por trás do voto de Brexit era um sentimento em algumas partes do Reino Unido de que a imigração tinha sido permitida por muito tempo e sem controle. É algo que temos que considerar”, declarou Damian.

Britânicos tentam conseguir dupla-cidadania para permanecer na Europa
Britânicos que vivem na Europa estão correndo para garantir que não sejam expulsos dos países que vivem depois que o Reino Unido deixar oficialmente a União Europeia. Pesquisas sugerem que muitos britânicos estão cada vez mais preocupados com seu futuro.  Alguns criticaram o governo por deixá-los para trás  “esquecendo” suas necessidades enquanto se concentram em negociar os direitos dos 3,2 milhões de cidadãos europeus que vivem no Reino Unido. Uma pesquisa realizada em Luxemburgo, revelou que 70% dos britânicos no país querem aplicar para a dupla-cidadania.  No entanto, a dupla cidadania é proibida em pelo menos nove países europeus, deixando milhares de britânicos esperando novas informações da União Europeia. O Brexit também levou alguns britânicos no Reino Unido a buscar formas de adquirir um segundo passaporte.

Proposta de Trump para imigrantes pode reduzir economia e empregos nos EUA
Um novo estudo da escola de negócios Wharton da Universidade da Pensilvânia descobriu que as propostas de imigração que o presidente Donald Trump apoia diminuirão o crescimento norte-americano e cortarão mais de 1 milhão de empregos ao longo de 10 anos. O presidente aprovou firmemente um projeto de lei apresentado nos EUA chamado “Raise Act”, que afeta também os imigrantes legais que desejam se transferir para o país. Seus defensores dizem que querem receber apenas imigrantes “bons” – aqueles com muito dinheiro e altos níveis de educação. Mas o relatório da Wharton conclui que a legislação, que deveria ter como objetivo aumentar o crescimento econômico e criar mais empregos americanos, realmente teria o efeito oposto. Quase 100 mil empregos seriam extintos apenas no primeiro ano, sugerem as estimativas. “A longo prazo, os imigrantes trabalham e contribuem para economias”, diz o relatório.

*foto Daily Express

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