Minuto Legal: Theresa May envia carta para europeus que vivem no Reino Unido

A primeira-ministra fez uma carta aberta para tentar tranquilizar os europeus que vivem no Reino Unido, porém notícias vindas da ministra do Interior, dão conta de que nem todos terão seus pedidos de residência aceitos. Confira essas e outras notícias no Minuto Legal da Londonhelp4U.

Theresa May faz carta aberta para os europeus
Theresa May escreveu uma carta aberta aos cidadãos da UE no Reino Unido, garantindo que ele poderão permanecer no Reino Unido após o Brexit. Em uma carta publicada em sua página do Facebook, a primeira-ministra disse que os direitos dos cidadãos da UE no Reino Unido “continua sendo uma prioridade”. “Quando iniciamos esse processo, alguns nos acusaram de tratar os cidadãos da UE como trocas comerciais”, disse ela. ” Os cidadãos da UE que fizeram a vida no Reino Unido fizeram uma enorme contribuição para o nosso país. E queremos que eles e suas famílias permaneçam. Eu não poderia ser mais clara: cidadãos da UE que vivem legalmente no Reino Unido hoje serão capazes de ficar “. Ela também procurou tranqüilizar os cidadãos europeus, dizendo que os negociadores estão perto de chegar a um acordo sobre os direitos dos cidadãos da UE no Reino Unido.

Registros dos Europeus que vivem no Reino Unido deve começar até fim de 2018
O registro dos 3 milhões de cidadãos europeus que vivem no Reino Unido deverá começar até o final do próximo ano, segundo informações do “The Guardian”. Amber Rudd, secretária do Interior, disse que o registro será realizado pelo Home Office, que já cuida do departamento de imigração do Reino Unido. Rudd tentou tranquilizar os deputados diante do recente ceticismo sobre a capacidade do Home Office de realizar o registro de 3 milhões de cidadãos da UE, devido aos erros recentes do orgão. A secretária do Interior disse que serão aceitos pedidos para o “settled status” para os eurpeus que se qualifiquem. Aqueles que apresentarem antecedentes criminais, estiverem desempregados ou não tiverem as verificações de identidade comprovadas, poderão ter seus pedidos rejeitados. Saiba mais aqui.

Negociações comerciais do Brexit devem começar em dezembro
Os líderes da UE concordaram em começar a preparar as negociações comerciais com o Reino Unido, porém as conversas iniciais serão apenas entre eles e não com os líderes britânicos.  Como esperado, os líderes europeus disseram que não foram feitos progressos suficientes em outras questões para iniciar negociações comerciais formais agora. Mas ao iniciar negociações internas, eles estão preparando o caminho para que as negociações com o Reino Unido comecem em dezembro.O chamado projeto de lei de divórcio é um importante ponto importante nas conversações entre a UE e Theresa May. A primeira-ministra já havia dito que tem um “compromisso firme” com as obrigações financeiras da Grã-Bretanha, mas não revelou quanto estaria disposta a pagar pela saída da Europa.

Marca de roupas faz campanha a favor da imigração
A marca de roupas JigSaw fez um campanha abraçando o tema dos imigrantes. Celebrando a imigração, a campanha vem com um manifesto que começa, “British Style não é 100% britânico. Na verdade, não existe 100% britânico ou 100% holandeses, franceses, americanos, asiáticos ou europeus”. O manifesto continua com: “Precisamos de belas mentes de todo o mundo. Para fazer coisas bonitas para pessoas em todo o mundo. O medo, o isolamento e a intolerância nos reterão. O amor, a abertura e a colaboração nos levarão adiante”. A campanha está pelas revistas, jornais e também pelas estações do metrô de Londres.

Família acusa Home Office de “desumanidade”
Uma família britânica-americana acusou o Home Office de “desumanidade” e dizem que eles podem ser forçados a retornar aos EUA depois que o governo se recusou a reverter uma decisão de visto que os advogados afirmam estar baseada em uma interpretação errada de suas próprias regras. A família é composta por um americano com esposa britânica e duas crianças britânicas. Rajesh Westerberg teve o visto de Indefinitive Leave to Remain (ILR) no Reino Unido por oito anos a partir de 2004. Porém a partir de 2012,  ele permaneceu fora do Reino Unido por 28 dias a mais do que o período de dois anos previsto na lei.  Agora Westerberg não tem permissão para trabalhar no Reino Unido. Na semana passada, ele voltou para os EUA. “Eu simplesmente não posso dar ao luxo de permanecer no Reino Unido ou nossa família será indignada sem recurso a fundos públicos”, disse ele.

*foto reprodução BBC

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