Oito dos fatos mais surpreendentes sobre imigração no Reino Unido

Com o referendo que irá votar a saída do Reino Unido como parte da União Européia, um dos assuntos mais emergentes no momento na Grã-Bretanha é “imigração”.

Entretando, há uma diferença substancial entre o que o público pensa ser verdadeiro, e o que as  pesquisas demonstram sobre a realidade da situação.

Para ajudar a acabar com alguns desses mitos, confira abaixo oito dos fatos mais surpreendentes sobre imigração no Reino Unido, com pesquisas pela Bloomberg.

1 – A maioria dos trabalhadores britânicos nasceram na Grã-Bretanha

Fonte: U.K. Office for National Statistics Labor Force Survey Janeiro – Março 2015

2 – Trabalhadores estrangeiros vêm de todas as partes do mundo

 Os estrangeiros compõem quase 16% do total da força de trabalho, que é composta por 31 milhões de pessoas. Do número total de trabalhadores estrangeiros, 60% nasceram fora da UE (União Européia). 16% são da Europa ocidental, enquanto 15% são da Europa oriental. Os dois países mais pobres da UE, a Roménia e a Bulgária, são responsáveis por 3,8% dos trabalhadores destes trabalhadores.

Fonte: U.K. Office for National Statistics Labor Force Survey Janeiro – Março 2015

3 – A imigração só teve um aumento considerável na última década

A imigração tem aumentado significativamente nos últimos 20 anos, emergindo apenas mais recentemente, após uma década de estabilidade.

Fonte: U.K. Office for National Statistics

4 – O Reino Unido não recebe é o lugar que mais recebe imigrantes vindos da UE

A Alemanha é! Eles receberam 600 milhões de imigrantes no ano de 2013, enquanto o Reino Unido recebeu 450 milhões.

Fonte: Eurostat

5 – Os Poloneses não são os que mais migram para o Reino Unido

E, apesar de toda a conversa sobre “pedreiros e encanadores poloneses”, as duas principais nacionalidades a migrarem para o Reino Unido são chineses e indianos.

Fonte: U.K. Office for National Statistics

6 – Os estrangeiros vêm para trabalhar

Os estrangeiros vêm principalmente para trabalhar ou estudar, e cerca de dois terços deles já têm ofertas de emprego quando chegam à Grã-Bretanha. Em uma pesquisa publicada em 2014, NatCen’s British Social Attitudes Survey, 24% dos entrevistados disseram acreditar que o motivo mais comum para a migração ao Reino Unido é a obtenção de benefícios.

Fonte: U.K. Office for National Statistics

7 – Os que recebem benefícios

Enquanto os estrangeiros que residem legalmente são elegíveis para receberem benefícios do governo, 93% dos 5,3 milhões de pessoas que reivindicam ajuda do governo – por desemprego, por exemplo, ou invalidez –  têm nacionalidade britânica.

Fonte: U.K. Department for Work and Pensions – Fevereiro 2014

8 – Romenos e búlgaros vêm para trabalhar!

Em um relatório que analisou 19 jornais nacionais britânicos, o Observatório das Migrações da Universidade de Oxford, disse que as palavras usadas para descrever os romenos frequentemente evocam crime e comportamentos anti-sociais, especialmente nos tablóides de imprensa.

Setenta e seis por cento dos romenos e búlgaros que chegaram ao Reino Unido no ano passado, veiram para trabalhar. Comparado com um número de 61% de países que são membros oficiais da UE, e 67% de pessoas de oito países do Leste Europeu que aderiram ao bloco em 2004.

Fonte: U.K. Office for National Statistics

Fonte: Bloomberg Business

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